quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cuidado, Ela bate!

Voltando do dentista resolvi lanchar no Mac Donald's da Dias da Cruz. Procurei uma mesa onde pudesse observar todo o ambiente e sentei sem pressa de comer... Chegou uma mulher negra e gorda com algumas bolsas pesadas e sentou-se à mesa de quatro lugares que estava à frente da minha, de costas para mim; um rapaz nerd com seu jornal esportivo sentou-se à mesa ao lado e um grupo de quatro adolescentes ficaram com  uma mesa redonda pequena, que geralmente só cabem duas pessoas. Elas se revezaram em duplas para ir buscar os lanches e quando as duas últimas meninas voltaram com suas bandejas, a mais comunicativa(#1) do quarteto dirigiu-se à mulher que ocupava a mesa à minha frente:

- Posso pegar essa cadeira?

A mulher ficou parada, enquanto mastigava e olhava para a quina da parede...

- Oi, posso pegar esta cadeira? (a menina perguntou um pouco mais alto)

A atitude da mulher não mudou...

- Moça, eu quero pegar esta cadeira! 

Nada, nenhum sinal de vida.

A garota já impaciente concluiu com um sussurro: Surda!

O menino que estava à mesa ao lado da minha ofereceu duas cadeiras à menina e ela foi buscar.

- Essa mulher não quis me dar UMA cadeira! Obrigada.

Enquanto a garota buscava a segunda cadeira, a mulher afastou a cadeira ao lado dela como quem oferece, mas a menina não percebeu e, consequentemente, não pegou a cadeira. Como a garota não "aceitou" sua oferta mal-criada, a mulher empurrou a cadeira contra a mesa, com força, e todos olharam, mas nada estava diferente. 
Continuei meu lanche e as meninas conversavam felizes da vida quando a mulher terminou o dela. Ela se levantou calmamente, se ajeitou, arrumou a cadeira onde estivera sentada e parou ao lado da menina(#1). Ficou parada olhando para a garota por uns 4 segundos... POW! A mulher deu uma bofetada com as costas da mão no rosto da menina.

-Filha da puta!!!! (xingou a menina já de pé, atônita)* 

- Chama a polícia agora, chama. (disse a mulher calmamente em tom desafiador)

- Você está maluca?! (perguntou uma das amigas(#2), levantando-se, pronta para atacar)**

- Chama a polícia agora, chama. (a mulher repetia)

Todos estavam assustados olhando aquela situação e eu não sabia se ria ou se achava um absurdo. Um motoqueiro entrou na lanchonete e perguntou:

- O quê aconteceu?

- Essa maluca me bateu!

- Só isso? Poxa moça, não faz isso não...***

A mulher passou tranquilamente pelo corredor e foi embora. As quatro amigas foram atrás dela dizendo que iam, realmente chamar a polícia. Lá fora, a rua parou. Todos prestavam atenção na mulher descabelada que discutia aos berros com as meninas. 15 minutos depois as meninas voltaram:

#3 - Que mulher sem noção!

#1 - Minha vontade foi de esganar ela! Eu quero falar com o gerente do Mac Donald's!****

#2 - Eu disse que ela era maluca e ela respondeu dizendo que a maluquice ia passar para mim. Cruz credo! (se benzeu)

#4 - Nossa, gente, que horror...

Não demorou muito as pessoas começaram a perguntar o que aconteceu e elas começaram a desenrolar o novelo. Em momento algum, a garota contou que chamou a mulher de surda, muito menos que debochou ao pegar as cadeira da mesa do rapaz. Está certo que a agressora era doida varrida, mas a menina também deu motivos para ser agredida.
Dessa história toda, tiveram 5 momentos que me fizeram rir:
* - A velocidade com que a garota levantou da cadeira. Eu nem vi como ela fez aquilo! Mais um pouco elas estava em cima da mesa. Até o Anderson Silva ficaria impressionado com tanta agilidade!
** - Quando a segunda menina se levantou eu imaginei aquelas cenas de filme americano que tem jogadores de futebol que correm e se jogam sobre alguém. Imaginei que iam dar montinho na mulher!
*** - O motoboy, sem noção, que entrou só para fofocar.
**** - O que é que a gerente do Mac Donald's ia fazer? A mulher já tinha batido, já tinha ido embora...o que a gerente ia fazer? Tirar uma foto da doida, emoldurar e por na parede com um aviso: "CUIDADO, ELA BATE!" ?
5° - Como se não fosse o suficiente, um funcionário que havia terminado o turno juntou-se ao grupo das meninas e começou a contar as aventuras dele como funcionário ali. Coisas do arco-da-velha que ele se orgulhava de contar se intitulando "barraqueira" (sem necessidade, pessoal).

Ladrão malvado!

Meu irmão saiu do estágio por volta das 15 horas e pegou um ônibus até Bonsucesso. Chegando na Praça das Nações ele saltou em frente aos Correios e percebeu um burburinho em volta de uma mulher e um policial. Uma pedestre que estava ao lado dele disse:

- Cuidado, menino, desliga esse celular, a moça acabou de ser assaltada.

Não satisfeito aproximou-se e ouviu o policial:

- Calma minha senhora, o que ele fez?

- Ele veio por trás de mim e me deu uma gravata.

- E o que ele levou da senhora?

- SETE REAIS!

- A senhora "tá" brincando?! Achei que tinha sido um assalto!

- Ele me roubou e entrou naquela birosca! (apontou para um botequim)

O policial, acompanhado da vítima, foi até o local onde o meliante já encontrava-se sentado esperando o prato-feito do dia... Infelizmente não sei como essa história terminou, meu irmão não teve o instinto jornalístico de saber até o fim e ainda entrevistar os personagens, mas eu achei ótima a valorização do Real!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"O Homem do Futuro"

Esse fim de semana eu fui ao cinema assistir ao "O Homem do Futuro" estrelado por Wagner Moura e Alinne Moraes. Comprei o ingresso sem muita expectativa, porque o título do filme não me despertava curiosidade, mas pensei bastante e resolvi comprar. No início da trama pensei: "gastei R$ 20,00 por isso?" Embora o tema seja batido e que muitos filmes hollywoodianos já tenham se utilizado disso, meu conceito mudou completamente quando o personagem principal volta ao passado... Uma produção bem executada, com efeitos especiais necessários, texto leve, qualidade de imagem e impecáveis interpretações de Maria Luiza Mendonça, Gabriel Braga Nunes e, é claro, Wagner e Alinne. Um bom trabalho do diretor Cláudio Torres.
Não sei os grandes críticos o que dirão, mas vale a pena conferir.

Deixo, então, uma palhinha do filme:




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Shirley Valentine

O monólogo escrito pelo inglês Willy Russel, foi interpretado em Londres há 25 anos, e devido ao grande sucesso foi traduzido para várias línguas pelo mundo todo, inclusive chegou a virar uma nova versão para um filme, em 1989, recebendo duas indicações ao Oscar. Chegando ao Brasil, Shirley Valentine foi dirigido e adaptado por Guilherme Leme e interpretado por Betty Faria e está em cartaz desde 2009.
Eu assisti o monólogo ainda este ano, quando estava em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. O texto realmente é envolvente e, com muita facilidade, o espectador se identifica com alguns momentos, podendo envolver-se com o texto inteiro, e isso independe da idade e do gênero do espectador. Mas... na minha opinião, Betty Faria só tem nome, porque não consegui ver coerência alguma entre a atriz e a personagem. Admiro que a atriz tenha decorado um texto tão extenso, mas, francamente, ela parecia uma versão feminina e mais velha do próprio diretor. O jeito com que ela interpretava certas passagens, era o Guilherme Leme no palco. E por mais que a atriz tenha sua má fama, não consegui captar nenhuma ponta de naturalidade quando ela dizia "descobri o clitóris". Soou extremamente falso, considerando-se que a personagem estava feliz por tê-lo (re)descoberto. Além da falta de naturalidade ao interpretar, a dicção da atriz é irritante quando ela troca o som da letra "m" pela letra "b"...
No mais, os objetos de cena, vestuários e iluminação estão de parabéns. Interessantíssimo a cena em que Shirley está na Grécia vendo o pôr-do-sol, bebendo sua taça de vinho. Uma excelente produção que merecia um desemprenho melhor de sua protagonista.

Para mim poderia ter sido melhor, mas vale a pena assistir. Quem quiser conferir, a peça está em cartaz no Teatro Abel, em Niterói.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Música com pés

Domingo fui ao Parque dos Patins na Lagoa Rodrigo de Freitas aproveitar o dia lindo que fez para ver gente e fazer umas fotografias. A tarde já estava no fim e a luz do sol já era alaranjada e fria quando reparei num grupo de 5 rapazes e uma dançarina que foram se acomodando num banco de concreto próximo ao quiosque onde eu estava. Um pessoal meio descolado, com instrumentos e tinha um rapaz#1 que usava chapéu. Fiquei bastante curiosa, mas meus olhos brilharam quando vi um outro rapaz#2 afinar o violino e pensei: "Isso vai ser bom!" Saquei a camera e comecei a fotografar de longe, mas um rapaz#3 meio desconfiado olhava constantemente de rabo-de-olho, logo criei coragem e me aproximei de um outro rapaz#4 que tinha feições caricatas (me lembrou algum personagem que na hora não sabia qual) e perguntei:

- Posso fotografar vocês? 

#4: - Pode sim, se quiser pode até mandar depois por e-mail.

Trato feito! Pedi um cartão da banda e o rapaz#5 do violão me deu um. Então li: "Café Irlanda", na frente, e no verso lia-se "Música tradicional irlandesa com um inconfundível toque brasileiro" e logo abaixo vinha o endereço do site, um e-mail para contato e os números para contato de alguns integrantes...
Instrumentos afinados, sapatos de sapateado calçados, chegou a hora de fazer bonito. O rapaz#1 anunciou o nome da banda e disse o porquê de estarem ali divulgando o trabalho e a tímida (pequena) platéia foi acometida pela impactante e diferenciada música irlandesa. Mas o climax da apresentação aconteceu quando a dançarina começou a sapatear, no estilo irlandês, sobre placas de madeiras.Fui imediatamente transportada para aqueles campos verdes e cheios de mitos da Irlanda.
Valeu muito ter passeado na Lagoa domingo, pois além de conhecer mais detalhadamente a música irlandesa, conheci pessoas divertidas e interessantes.

Para quem ainda não conhece o Café Irlanda, o site é http://www.cafeirlanda.com.br/.

Quanto ao rapaz#4 que me remeteu algo, ao rever as fotos o associei à um Leprechaun (típico duende irlandês que guarda o pote de ouro no fim do arco-íris), vai ver é a simbiose com a música... (risos)

Devido ao grande número de pessoas que ficaram confusas, aí vai a legenda - que, diga-se de passagem, já deveria ter sido postada:

Rapaz#1 - Caio Gregory
Rapaz#2 - Rique Meirelles
Rapaz#3 - Davi Paladinni
Rapaz#4 - Daniel Sinivirta
Rapaz#5 - Kevin Shortall
Sapateadora - Paula Sabbatino

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Mistério do celular

Um dia desses eu estava em casa e meu pai me ligou pedindo para eu comprar um jantar no Peixe Urbano, pois ele havia deixado o cartão do banco em casa. Imediatamente entrei no site, fiz o login e efetuei a compra, mas na hora de concluir, o site identificou falha no cartão. Tentei ligar para o celular do meu pai e nada, só caia na caixa postal. Fui ficando nervosa e gritei:

- Ai, que raiva!

Minha mãe:

- O que foi, Dú?

Eu:

- Esse celular do meu pai, vive fora de área! Uma merda aquela sala onde ele trabalha, não pega sinal!

Então minha mãe, com aquela inconfundível sabedoria natural, falou:

- Liga à cobrar que ele atende.

Nessas horas eu lamento ela ser minha mãe. Eu fiquei numa vontade de soltar um "Puta que pariu", mas me controlei e perguntei:

- Mãe, de onde você tirou essa ideia incrível?

Ela respondeu achando que estava abafando:

- Sempre que ele não atende eu ligo à cobrar, aí depois ele vê que eu liguei e me retorna a ligação.

Óhhhhh!

Será que se eu falar isso para uma pessoa muito chata ela acredita? Tipo aquele cara que vive te pentelhando querendo o número do seu celular, eu dou outro número e digo:

- Olha, eu não ando sem celular, mas caso dê fora de área, me liga à cobrar que eu atendo!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Vazio

Você pode imaginar o tamanho das minhas confusões,
você pode até se colocar em meu lugar.
Você pode achar facilmente a solução,
pode até me dizer que passo dar.
Você pode rir das minhas inseguranças,
pode até achar que são desproporcionais.
Você pode me considerar louca em certos momentos,
pode até dizer que minhas atitudes e queixas são irracionais.
Mas você não pode dizer que sabe o que eu sinto
Tampouco comparar uma dor imaginária com as dores que estão guardadas em meu peito.


Você pode compreender,
você pode até experimentar passar pela mesma situação.
Você pode achar que é exagero,
pode até classificar como drama.
Você pode inclusive sofrer minhas oscilações e exigir minha consideração por você resistir até o fim.
Mas você não pode dizer que são bobagens
Tampouco menosprezar minha angústia de desconfiar.


Como diz aquele ditado:
"É fácil me criticar, difícil é ser eu"
Quanto mais olho para dentro de mim, mais eu descubro as terras do meu coração
E é impressionante a devastação que a solidão pode  causar.
O vazio corrói e machuca
E quando você percebe, aquele cantinho que estava completo
De repente perde a cor e mesmo que ainda haja vida
O vazio tirou do olhar o esplendor...


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Tatyana

O mais recente espetáculo de Déborah Colker é "Tatyana", uma incrível produção baseada na obra literária russa, Evguêni Oniéguin, de Aleksandr Púchkin (1799 - 1837). A apresentação foi divida em dois atos. No primeiro ato, os bailarinos apresentaram os cinco personagens da trama: Tatyana, Olga, Lanski, Oniéguin e Púnchkin com coreografias que variavam entre brincadeiras, paixão, ciúmes e morte. O segundo ato representa o passar do tempo e o amadurecimento de Tatyana que rejeita Oniéguin.
O primeiro ato foi entorno de um curioso objeto de cena, que me remeteu uma casa na árvore onde os personagem se balançavam, subiam em galhos e se escondiam. As pernas ou galhos, por assim dizer, da árvore, se moviam de acordo com a dinâmica da coreografia e mudavam de lugar de acordo com a personagem de Púchkin, que interagia com suas criações.
O segundo ato foi avassalador aos olhos do espectador que por muitas vezes se confundiu entre projeção e realidade. Com o uso de duas telas pretas translúcidas, a impressão que se tinha era de que os personagens dançavam dentro de uma caixa (caixa da memória) e com o auxílio de um retro-projetor, uma linha azul desenhava livremente sobre a tela, e ao fundo as Tatyanas pareciam multiplicadas digitalmente.
Dança sempre foi uma paixão, a expressão corporal me encanta intimamente. Na minha opinião apenas dois pontos devem ser criticados: o Primeiro é a falta de sincronismo entre os bailarinos, era comum vê-los fora do tempo em coreografias semelhantes, e imagino que a Cia tenha disponibilizado bastante tempo para os ensaios, então o sincronismo em determinadas coreografias me decepcionou por se tratar de um espetáculo de grande repercussão. O segundo ponto é a participação de Déborah. Eu entendo perfeitamente que é uma criação dela e que seja justo ela participar, mas sua participação em coreografias de grupo foram muito mais empolgantes do que os solos que executou sozinha, pois mediante à vitalidade dos bailarinos, ela cortou o clima explosivo ao se apresentar em solo com movimentos limitados e simples. valeu muito mais assistí-la interagir com a Cia.
Mas não há dúvidas de que a técnica e paixão das bailarinas de Déborah deram de 10 à 0 nas esnobes bailarinas do Municipal. Acho que em todos esses anos de festivais e ballets a R$1,00 no Theatro Municipal, nunca vi linhas e pés tão bem trabalhados. E, é claro, o bailarino que revezou o personagem Púchkin com Déborah Colker, Dielson Pessoa, mereceu ser aplaudido de pé!

Essa foi a primeira vez que tive a oportunidade de assistir um espetáculo da Cia Déborah Colker e posso dizer que até hoje não houve uma apresentação que me tirasse o sono como esta. Foi uma experiência sem igual.


Parabéns, Companhia de Dança Déborah Colker, foi um espetáculo inspirador!


terça-feira, 24 de maio de 2011

"Me vê um completo com bastante gentileza, por favor"

Quando a fome aperta o primeiro cheiro de comida nos dá água na boca. Estava voltando do médico e passei pelo Subway do Méier, quando senti aquele cheirinho do sanduíche de Frango Teriaki... Não pensei duas vezes, entrei na fila para comprar meu tão desejado banquete!
Tinha um casal apaixonado na minha frente que já havia feito o pedido da promoção do dia num pão de 30cm e estavam aguardando o pão sair do forno. Quando a garçonete que os atendia retirou o pão quentinho, ela começou a fazer as perguntas de praxe.

Garçonete: - Alface, cebola e tomate?

Rapaz: - Alface e cebola no sanduiche todo, tomate só na metade. (a garçonete pos o tomate no sanduiche todo). Moça, o tomate é só na metade do sanduíche...

Garçonete: - Por quê?

Rapaz: - Porque é metade para mim e a outra metade para minha noiva.

A garçonete retirou duas rodelas de tomate da metade do sanduíche e as jogou de volta dentro do pote, suspirando impaciente: - Porque você não falou logo que era metade para cada um?

Rapaz: - Porque já vim aqui outras vezes e a moça que me atendeu fez o sanduiche junto e depois cortou ao meio.

A garçonete pegou a faca e cortou o pão fazendo má-criação: Você podia ter falando logo!

Rapaz: - Se VOCÊ me perguntasse, eu teria respondido! É seu trabalho e não meu!

Ela poderia ter ido dormir sem essa, não é? Eu já trabalhei com vendas e é fundamental que o atendente seja cortês com o cliente, mesmo que este não esteja num bom dia ou que seja uma pessoa sem educação. O que não dá é ter que ser lembrado pelo cliente que ele ganha mais do que você e por isso você deve ser submisso...


segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Costureira

   Minha mãe me convidou para acompanhá-la até uma costureira próxima da nossa casa, pois ela queria fazer bainhas em algumas calças. Entramos no prédio comercial e nos deparamos com uma fila de espera... O porteiro estava pedindo a identidade de cada pessoa que entrava, depois ele anotava o número num bloco, ligava para a loja e perguntava se a pessoa estava autorizada a entrar.
Depois de alguns minutos de espera, tomamos o elevador até o 1° andar. Chegamos à porta da costureira e tocamos a campainha. A porta de madeira se abriu e do outro lado da porta de vidro surgiu uma mulher de 58 anos, com aparência de 47, que media, no máximo, 1,47m, com cabelo curto, louro com mecheas castanhas e olhar acinzentado de catarata escondido atrás de óculos retangulares rosa transparente. Ela abriu a porta e esticou a perna esquerda para a frente, pisando e disse:

- Não pisa!

Minha mãe e eu nos entre olhamos. As duas com cara de "não entendi".

- Não pisa aqui, tá quebrado.

   Tivemos que saltar sobre o azulejo indicado para entrar na oficina. Depois da pequena brincadeira da amarelinha, minha mãe disse a palavra fatal:

- Oi, amiga! (pronto, fudeu!) Eu vim aqui para você fazer bainha nessas minhas calças, eu sou baixinha e não gosto de dobrar.

- Ai, eu sei como é. Mas você é linda! Que cabelo lindo, esse rosto bonito... (não entendi nada)

- Ah, obrigada!

- Vamos lá para "a cozinha" porque eu estava trabalhando num outro pedido.

   Fomos para a segunda sala e elas começaram a confabular sobre como seria a bainha em cada peça. Não sei bem como aconteceu, só sei que de repente, elas estavam falando de tudo, menos das bainhas. Uma falava de filhos, outra falava de signos e eu feito um espectador de partida de tenis. O negócio começou a ficar sério quando o assunto foi "doença"...

Costureira: - Eu estou com suspeita de tuberculose, mas estou muito tranquila!

Minha mãe: - Minha filha já teve...

Costureira: - E como foi?

Eu: Fui no médico, ele diagnosticou, não acreditaram, passei por vários exames, confirmou o diagnóstico, tomei remédio durante 8 meses e me curei.

Minha mãe: - Credo, Dú, isso jeito de falar...

Costureira: - Qual é o seu nome? (nessa hora eu quis rir)

Minha mãe: - Eloá.

Costureira: - Nossa! Você sabe o que significa?

Minha mãe: - Sei... Do Hebraico: À Deus.

Costureira: - Tem certeza?

Minha mãe: - Tenho...

Costureira: - Você tem boa memória?

Minha mãe: - Sim... (Claro que não!)

Costureira: - Você sabe quanto pesa um cérebro humano? (nesse momento eu tive que fingir que me engasguei)

- Minha mãe: - Uns 5Kg (foi dá corda para maluco...)

- Costureira: - Não, pesa no máximo 1Kg e 400g. Mas o cérebro de um elefante pode chegar a 5 Kg. Eles tem uma memória tão fascinante, que eles lembram onde tem água no deserto (não seria instinto?). Sabe como eles sabem se estão perto da água? Eles escutam o barulho de outras manadas, eles ouvem o barulho do chão! Você sabe qual é o feminino de elefante?

Minha mãe: - Elefanta? (eu quis enfiar a cabeça dela na roda da máquina de costura!)

Eu: - Elefoa!

Costureira: - Eu acho que é Eloá! (...)

Eu: - Por quê?

Ela olhou nos meus olhos com uma expressão mista de empolgação e vazio e respondeu: - Não faço ideia!

Sério! Eu achei que também fosse começar a ver um coelho branco de terno e relógio, uma Rainha de Copas Louca e uma lagarta azul maconheira... Pois era fato de que eu estava frente-a-frente com o Chapeleiro Maluco!




segunda-feira, 21 de março de 2011

Desapropriação

Não quero mais a angústia
de uma dor insuportável.
Não quero mais o medo
de uma noite obscura rodeada por fantasmas.
Não quero mais o gosto amargo
de um uísque ardente que desce sufocando a garganta
afundando o vazio no estômago.
Preciso vomitar as palavras presas
Preciso ofender, gritar
Preciso sair antes que seja mais tarde.
Não quero ser prisioneira de tudo aquilo que não vejo
Tampouco ser marionete para fazer rir aquele que me devora.
Quero fechar essa janela
e deixar preso o bicho-papão que sob minha cama mora.
Não quero mais a ansiedade pela cura,
Quero gozá-la sem culpa.
Já não faço mais questão de seguir o mesmo caminho,
Quero, apenas, fechar esse buraco cheio de vazio.
Sem expectativas, sem planos para o futuro.
Quero encerrar esse passado
e me desfazer de todas as alianças, juras e amores desajuizados
que me prendem em tristeza a esse fardo.
Vou desapropriar-me dos monstros
Chaga de tentar entender.
Não vão mais roubar-me os sonhos
A minha escolha sempre foi viver.

sábado, 12 de março de 2011

Bolso furado

Tudo escapa,
por mais guardado que pareça estar.
Mesmo que não esteja à mostra,
lá no fundo o buraco espera.
Mas ninguém percebe,
afinal, o que foi guardado ali permanecerá.
Aí, alguém avisa
"o bolso está furado, cuidado!"
Mas não há problema,
afinal, o que foi guardado ali ainda está.
Mais uma vez o aviso é dado
"não esquece isso no bolso, menino, vai acabar perdendo!"
Para se assegurar, uma apalpada para conferir
"ah, ainda está aqui"
No passar das horas outras coisas tornam-se, naturalmente,
mais importantes
e o pequeno papel dobrado no bolso vai sendo esquecido.
Corre-corre daqui, senta-e-levanta de lá
e tudo segue sua rotina.
Ao chegar em casa, põe-se a roupa suja para lavar
checa um bolso
"caramba, uma nota de R$2,00!"
checa outro bolso
"ih é, tenho que costurar esse furo"
E lá vai a roupa para dentro da máquina...
Alguns dias depois, alguém pergunta
"onde está o papel que te dei?"
...
"Perdi"


sexta-feira, 11 de março de 2011

Hein?

Natália marcou nutricionista para o dia seguinte, em Copacabana, às 10 horas da manhã. Calculou a distancia entre o Méier e o consultório, colocou o relógio para despertar às 7:30. Achou melhor deixar a roupa separada para não gastar muito tempo se arrumando, assim evitaria atrasos. Foi até o guarda-roupas e pensou: "É melhor por uma roupa prática." Então escolheu uma calça jeans, a blusa de sapinhos que sua mãe bordou e o bom e velho tênis.
Na manhã seguinte, tudo correu como planejado, ela levantou na hora, se arrumou, tomou o copo de leite e saiu. Chegou ao consultório pouco antes da hora marcada. Conversou com a nutricionista e, ao fim da consulta, pegou a receita médica e a indicação da farmácia onde conseguiria o medicamento por um bom preço. Então ela seguiu pelas ruas de Copacabana admirando aquele bairro tão peculiar. Chegou à farmácia de manipulação e entregou o pedido. A atendente garantiu a ela que o remédio ficaria pronto em duas horas. Sem pressa, Natália resolveu esperar...
Caminhou até o calçadão, sentou num quiosque e pediu uma Coca-cola. Embora o tempo estivesse nublado, a praia de Copacabana sempre encanta os olhos, coração e alma. Natália acendeu um cigarro e começou a pensar na vida quando um gringo se aproximou e perguntou:
- Oi, posso me sentar?

- Sim, pode.

- Meu nome é Hugh, sou australiano e vim passar férias no Brasil.

- Prazer em conhecê-lo, Hugh.

- Você está trabalhando?

Nathália apagou o cigarro no tampo da mesa e se levantou.

Então quer dizer, que se você para para fumar um cigarro no calçadão de Copacabana, isso significa que você é uma garota de programa?! A verdade é que muito gringo vem para o Rio de Janeiro em busca de turismo sexual, então ele seleciona a "vitima" a esmo, porque, infelizmente, até hoje o Brasil é visto como o país do futebol e do samba. Mas, a questão é que ele nem se deu o trabalho de procurar decentemente por uma profissional do sexo (puta), ele simplesmente teve o raciocínio lógico (preconceituoso) de que as mulheres de Copacabana são prostitutas. Ele podia, pelo menos, ter reparado na blusa infantil que Nathália estava usando... Fica a lição: Só abra a boca quando tiver certeza.

Essa história foi enviada por Natália Penedo. Quer contar sua história também? Envie-um e-mail para dm.nasentrelinhasdocotidiano@gmail.com

domingo, 30 de janeiro de 2011

Vício de Comunicação

Mais uma vez a Lagoa é palco para outra história. O sol já estava se pondo quando minha família e eu resolvemos voltar para casa. Fomos até o carro, nos preparamos para partir quando o estacionamento começou a engarrafar. Uma moça fechou a saída do carro do meu pai, então minha mãe saiu do carro e foi até o carro da mulher.

- Boa noite, a senhora pode dar uma ré? Meu marido quer sair com o carro e a senhora o fechou.

- Mas eu tenho que esperar. você não tá vendo que tá tudo parado?!

- Sim, eu sei, mas atrás da senhora não tem outro carro. A senhora pode dar um rezinha para a gente sair com o carro.

- Minha filha, eu tenho que estacionar!

Minha mãe respirou fundo, como se não quisesse deixar oxigênio para mais ninguém.

- Então, meu marido sai com o carro e a senhora estaciona.

- Você quer que eu dê a vez para o seu marido? Como é que vou estacionar?

- Moça, se a senhora chegar para trás, meu marido sai e a senhora estaciona na vaga.

- Mas, tá tudo engarrafado e não tem vaga.

Minha mãe ficou vermelha e começou a falar:

- msjhsjhjdkfhydfjfgfkjfhsk! NKJHGJFJHBKJNJLKHKHHJB!!!!! Entendeu???

A mulher não falou mais nada. Deu a ré e meu pai saiu com o carro, minha mãe embarcou e fomos embora.

É impressionante! As pessoas não entendem mais uma conversa educada, as pessoas desacostumaram de ser bem tratadas. Ou você chega xingando para obter o que quer, ou você é educado e vira quase um avatar para conseguir convencer alguém de que o que você quer não vai prejudicar o outro. Assim fica complicado. Ninguém mais acredita em gentileza de graça. Parece que ser gentil e tratar com respeito e educação virou sinônimo de esperteza e malandrismo. Vai entender!


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Abundância

Nada mais propício à futilidade do que uma academia de musculação... Estava na recepção da academia ontem, quando uma popozuda entrou na academia. Ela foi para a esteira começar o aquecimento e um rapaz se aproximou dela.

- Oi! Nossa, você emagreceu bastante...

-Ah, mas não perdi bunda!

- Deve ter perdido sim, porque bunda é mais gordura do que músculo.

- Não perdi não. eu tinha 105cm, agora tenho 104cm.

- Mas, cara, o que eu estou querendo dizer é que você emagreceu, está mais bonita.

-Ah, mas eu não perdi bunda...

O garoto corou e começou o sermão;

- Porra garota!

- Que foi?

- O que você é de verdade?

Ela ficou calada.

- Porque, pelo visto, você é só bunda, né? Seu peito é silicone, suas unhas são postiças e seu cabelo é alisado! Fala sério, garota, vai ler um livro!

O garoto foi embora indignado e ela ficou com uma cara vazia. Talvez ela não tenha entendido que língua ele estava falando... É legal uma mulher ser vaidosa, se arrumar, cuidar do corpo. Mas, quando a cabeça não pensa, o corpo vira bunda! (rá). Sério, gente, se ela não se importasse apenas com a bunda e com os babões que ficam imaginando comer ela de 4 quando ela passa, ela não seria tratada como uma mulher vulgar que os caras só querem um "pente rala".


* Na foto, a dançarina do créu, Andressa.
 (Esse post não tem fins pejorativos para com a dançarina)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

"Não deu"

Dia de semana, Dias da Cruz super movimentada e a loja de Informática ao lado do prédio, super-faturando... O cúmulo do abuso é quando um cliente dessa loja acha que pode ocupar a calçada toda para estacionar, inclusive a entrada da garagem do seu prédio! Meu pai chegou do trabalho e foi isso que ele encontrou, um carro estacionado em frente à garagem do prédio. ele saiu do carro, foi até a loja e perguntou:

- De quem é o carro que está parado no portão da garagem do prédio ao lado?

Um homem falou:

- É meu, por quê?

- Porque eu quero entrar em casa, mas seu carro está lá. Você pode tirar, por favor?

- Não.

- Meu amigo, você está errado e vai continuar errado?

- Não vou tirar nada! Não terminei o que vim resolver aqui...

- Ah, é? Vamos ver o que a Guarda Municipal vai achar disso.

Meu pai saiu cuspindo marimbondo de dentro da loja e ligou para a polícia, prestou a queixa e milagrosamente, 2 minutos depois (eu disse 2 minutos depois!), dois guardinhas civis estavam subindo a rua (não tinha nada a ver com a ligação... enfim)e meu pai os abordou. Foi gente correndo para tudo quanto é canto, todos os motoristas errados correram para retirar os carros dos lugares proibidos. De repente o sujeito sai de dentro da loja aos berros! Ele usava um uniforme da PlusVita.

- Esse cara me ameaçou, seu guarda!

Meu pai, como sempre irônico...

- Te ameacei de quê? De nuca mais comprar pão PlusVita???

(Os guardas riram)

- Tá vendo só, que cara folgado, tirando onda com a minha cara!

- Seu guarda, foi o seguinte: Eu chego do trabalho todo dia nessa hora, entre 17:00 e 17:30, e essa calçada está sempre assim! Já pedi, já reclamei com o dono da loja, mas ele não toma nenhuma providência. Já não é a 1ª vez que tento entrar no meu prédio e não consigo porque um imbecil estacionou no portão da garagem!

- Imbecil? Olha só, o senhor tem idade para ser meu pai!

- Teu pai não, porque meu filho jamais faria essa merda!

O guardinha da direita interviu:

- Os senhores tem duas opções: Tirar o carro daqui e ir para casa, ou ir com a gente até a delegacia e registrar o B.O.

Meu pai:

- Eu tô livre o resto da noite!

- Tudo bem, eu vou tirar o carro. Mas, pô, como eu ia saber que não pode estacionar, não tem nenhum aviso, nem aquelas plaquinhas de garagem!

O 2º guarda sacou o bloquinho do bolso e perguntou:

- O senhor quer ser multado agora? Por acaso precisa de aviso para saber que é proibido estacionar em frente à garagem?

- Foi mal...

É, não deu! Ele tentou, enrolou, mentiu e não colou. Custava ter tirado o carro? Custava ter estacionado numa rua transversal? Esse é o cúmulo do abuso. E, cada dia mais, as pessoas ficam mais preguiçosas e abusadas porque querem sempre se dar bem! Gente, não força a barra, você pode acabar preso ou arrumando confusão sem necessidade. Como diz aquela poética música: "Cada um no seu quadrado".

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Saber o passado evita gafes no futuro

Se, em 1812, Napoleão Bonaparte não tivesse invadido a Rússia no inverno, ele não teria perdido a guerra. Mas, foi um erro perdoável. Porém, se Hitler tivesse sido um bom aluno, ao invés de passar boa parte da sua adolescência levando uma vida promíscua, ele saberia que não poderia ter invadido a Rússia no inverno de 1941, pois Napoleão já tinha feito essa merdinha. Conclusão, perdeu a guerra também. Mas, isso foi bom ter acontecido.

Enfim, se meu irmão se interessasse um pouco mais pela cultura Musical Popular Brasileira que não só pagodes e funks, ele não teria cometido a gafe que vou lhes contar...

Estávamos no carro, voltando para casa, quando começou a tocar a música "Um dia um adeus" de Guilherme Arantes. Eis que com um ar de superioridade, meu irmão diz:

- Ih, a lá! Regravaram a música do Belo...

(Imaginem o barulho de uma freiada brusca!)

- Como é que é?!

- O quê?

- De quem você disse que é essa música???

- Do Belo!

- Desce do carro agora! De onde você tirou a incrível ideia de que aquele viciado de cabelo louro e bigode preto é capaz de compor algo tão magnífico? Tu comeu merda?

- Ué, não foi ele não?

- Seu jumento, essa música é do Guilherme Arantes!

- Ah, esse cara não é do meu tempo.

- Ok, que ele não seja do seu tempo, eu entendo, mas que você escute uma musica, goste e não procure saber que é seu compositor é como dizer que novela não tem autor, só atores...

Gente, tudo bem, ninguém tem que saber tudo, mas saber o mínimo faz bem, pelo menos evita gafes desnecessárias... Então aqui vai a versão original da música composta e interpretada por Guilherme Arantes:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Arrumando as gavetas

Hoje finalmente fiz uma limpeza adequada no meu quarto. Abri o 2° andar do guarda-roupas, organizei as gavetas da escrivaninha e o aparador onde deposito os livros mais lidos no ano... No meio dessa confusão de papéis encontrei, pelo menos, quatro agendas. As li com devoção e relembrei momentos importantes que passei. Então veio a ideia! Fui até a agenda telefônica no fim de cada agenda e busquei os amigos que há muito não vejo ou não falo. Eu poderia ter ligado, mas achei muito mais divertido escrever uma carta para cada um.
Hoje me inspirei nos antigos românticos, nos poetas embevecidos de sentimento e escrevi:

Olá amigo (a), que há muito não vejo, como vai sua vida, seus sonhos e segredos? Ah, que saudade da sua risada, do seu abraço e apreço. Lembra de quando conversávamos durante as aulas de álgebra e química, ou quando sentávamos no portão para paquerar os meninos (as) mais bonitos da rua, ou quando estudar história era decorar as datas mais importantes, pois era certo que cairia na prova?
Ah, amigo (a), que saudade de conversar com você, de saber da sua família, de te ligar nos fim de semana para tentar ir ao cinema e pagar apenas R$2,50 com carteirinha de estudante e depois lanchar no Mac Donald's por R$5,00. Lembra daquela vez em que matamos aula para ir ao Shopping, ou quando ficávamos até tarde na escola para fazer aulas de educação física?  Poxa, amigo (a), por quê foi mesmo que nós deixamos de nos falar? Eu espero que consigamos nos reaproximar e não mais nos deixar com uma leve lembrança de uma amizade tão gostosa!

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tudo Novo Denovo!

Algo que ouço muita gente reclamar é o fato de que a maioria as pessoas, se não todas, esperam o Natal e o Ano Novo se aproximarem para desejar algo bom ao próximo... É comum ouvir de desconhecidos um "Bom dia, Feliz Natal!" ou "Feliz Ano Novo para você e sua família!". Mas, espera aí! Por que ninguém deseja um bom dia dentro do elevador em dias comuns? Por que ninguém deseja saúde e paz para a balconista do banco, ou para o cliente do supermercado? Ou, então, para aquele colega chato que você atura no trabalho? Quem sabe com um pouco de carinho ele não muda de atitude e passa a ser um cara legal?!

O 1° dia do novo ano sempre nos traz esperança de que tudo pode ser diferente e que podemos refazer nossas histórias. Se ficou a vontade de fazer um curso para melhorar o desempenho profissional, faça! Se ficou a vontade de financiar aquele apê (pequeno, porém só seu), financie! Se deixou de amar com medo de ser traído, ou trocado, ame mesmo assim! Se deixou de abraçar seu irmão ou alguém que o ajudou, abrace! Se deixou de demonstrar afeição por alguém que achou legal, mas que pela falta de aproximação, sentiu vergonha, demonstre, não sabemos se vai precisar da ajuda outra vez! Eu já sei exatamente o que vou fazer para a minha vida nesses próximos 12 meses e vou aproveitar cada dia para construir um final espetacular e poder dizer sorrindo: "Esse foi um Ano Bom!"