Perdido num deserto de horas agudas, a cavalgar num camelo sedento só vejo miragens ao vento
que sopra quente e árido castigando a mente com maus pensamentos.
Na poeira de areia as dúvidas se acumulam em dunas
e a viagem prossegue sem linha no horizonte,
de tantos montes.
No lombo do camelo tem leite, mel e centeio,
mas não me lembro como tirar proveito,
então continuo em meio.
Lento.
Fraco.
Farto.
Às cegas sob esse sol que não se deixa abater
açoitando com fortes ondas de calor
o corpo escondido com grosso tecido.
Interessante caminhar sem a certeza de ir na direção certa.
E se o sol daqui não nasceu do leste?
Vou seguindo, mais um dia
O camelo e eu...
Adorei...
ResponderExcluirSutil e preciso!
Beijo grande!
Dani.