sábado, 6 de outubro de 2012

Minha vó tá maluca!

Sexta-feira, 18:15, no metrô. A composição já estava se aproximando da próxima estação quando me posicionei ao lado da porta para não atrapalhar o fluxo de quem embarcava e desembarcava. Quando a composição parou, observei uma senhora de bengala, que aguardava na plataforma, se aproximar demais da porta e concluí que fosse para entrar rápido e ir sentada, mas quando a porta do vagão abriu, os passageiros começaram a descer e, no metrô, todo mundo corre com medo daquela porta assassina.
Os passageiros se empurravam para sair, mas ao perceberem a senhorinha, eles tentavam desviar, o que prejudicava o fluxo e deixava impaciente quem estava atrás, sem saber o que acontecia. Mesmo assim foi inevitável esbarrar nela. Foi, então, que aquela singela senhora se transformou numa excepcional esgrimista e brandiu sua bengala no ar expurgando sua fúria todos que encostavam nela.
Ela usava aquela bengala feito o catiço, distribuía porrada para tudo quanto era lado, quase um samurai e todos que assistiam e apanhavam não acreditavam que fosse verdade. Depois de alguns segundos de perplexidade, todos começaram a reclamar com a anciã Espada-Chin. Ela olhou para todos com cara de espanto, como se tivesse certa em querer que todos fossem transparente ao passar por ela e, pior, tratá-la gentilmente por estar no meio do caminho atrapalhando o fluxo da plataforma...
A lição do dia é que idoso geralmente merece respeito, mas tem muitos que fariam bem maior se ficassem em casa, sentadinhos fazendo caça-palavras.

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