segunda-feira, 12 de setembro de 2011

"O Homem do Futuro"

Esse fim de semana eu fui ao cinema assistir ao "O Homem do Futuro" estrelado por Wagner Moura e Alinne Moraes. Comprei o ingresso sem muita expectativa, porque o título do filme não me despertava curiosidade, mas pensei bastante e resolvi comprar. No início da trama pensei: "gastei R$ 20,00 por isso?" Embora o tema seja batido e que muitos filmes hollywoodianos já tenham se utilizado disso, meu conceito mudou completamente quando o personagem principal volta ao passado... Uma produção bem executada, com efeitos especiais necessários, texto leve, qualidade de imagem e impecáveis interpretações de Maria Luiza Mendonça, Gabriel Braga Nunes e, é claro, Wagner e Alinne. Um bom trabalho do diretor Cláudio Torres.
Não sei os grandes críticos o que dirão, mas vale a pena conferir.

Deixo, então, uma palhinha do filme:




quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Shirley Valentine

O monólogo escrito pelo inglês Willy Russel, foi interpretado em Londres há 25 anos, e devido ao grande sucesso foi traduzido para várias línguas pelo mundo todo, inclusive chegou a virar uma nova versão para um filme, em 1989, recebendo duas indicações ao Oscar. Chegando ao Brasil, Shirley Valentine foi dirigido e adaptado por Guilherme Leme e interpretado por Betty Faria e está em cartaz desde 2009.
Eu assisti o monólogo ainda este ano, quando estava em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil. O texto realmente é envolvente e, com muita facilidade, o espectador se identifica com alguns momentos, podendo envolver-se com o texto inteiro, e isso independe da idade e do gênero do espectador. Mas... na minha opinião, Betty Faria só tem nome, porque não consegui ver coerência alguma entre a atriz e a personagem. Admiro que a atriz tenha decorado um texto tão extenso, mas, francamente, ela parecia uma versão feminina e mais velha do próprio diretor. O jeito com que ela interpretava certas passagens, era o Guilherme Leme no palco. E por mais que a atriz tenha sua má fama, não consegui captar nenhuma ponta de naturalidade quando ela dizia "descobri o clitóris". Soou extremamente falso, considerando-se que a personagem estava feliz por tê-lo (re)descoberto. Além da falta de naturalidade ao interpretar, a dicção da atriz é irritante quando ela troca o som da letra "m" pela letra "b"...
No mais, os objetos de cena, vestuários e iluminação estão de parabéns. Interessantíssimo a cena em que Shirley está na Grécia vendo o pôr-do-sol, bebendo sua taça de vinho. Uma excelente produção que merecia um desemprenho melhor de sua protagonista.

Para mim poderia ter sido melhor, mas vale a pena assistir. Quem quiser conferir, a peça está em cartaz no Teatro Abel, em Niterói.


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Música com pés

Domingo fui ao Parque dos Patins na Lagoa Rodrigo de Freitas aproveitar o dia lindo que fez para ver gente e fazer umas fotografias. A tarde já estava no fim e a luz do sol já era alaranjada e fria quando reparei num grupo de 5 rapazes e uma dançarina que foram se acomodando num banco de concreto próximo ao quiosque onde eu estava. Um pessoal meio descolado, com instrumentos e tinha um rapaz#1 que usava chapéu. Fiquei bastante curiosa, mas meus olhos brilharam quando vi um outro rapaz#2 afinar o violino e pensei: "Isso vai ser bom!" Saquei a camera e comecei a fotografar de longe, mas um rapaz#3 meio desconfiado olhava constantemente de rabo-de-olho, logo criei coragem e me aproximei de um outro rapaz#4 que tinha feições caricatas (me lembrou algum personagem que na hora não sabia qual) e perguntei:

- Posso fotografar vocês? 

#4: - Pode sim, se quiser pode até mandar depois por e-mail.

Trato feito! Pedi um cartão da banda e o rapaz#5 do violão me deu um. Então li: "Café Irlanda", na frente, e no verso lia-se "Música tradicional irlandesa com um inconfundível toque brasileiro" e logo abaixo vinha o endereço do site, um e-mail para contato e os números para contato de alguns integrantes...
Instrumentos afinados, sapatos de sapateado calçados, chegou a hora de fazer bonito. O rapaz#1 anunciou o nome da banda e disse o porquê de estarem ali divulgando o trabalho e a tímida (pequena) platéia foi acometida pela impactante e diferenciada música irlandesa. Mas o climax da apresentação aconteceu quando a dançarina começou a sapatear, no estilo irlandês, sobre placas de madeiras.Fui imediatamente transportada para aqueles campos verdes e cheios de mitos da Irlanda.
Valeu muito ter passeado na Lagoa domingo, pois além de conhecer mais detalhadamente a música irlandesa, conheci pessoas divertidas e interessantes.

Para quem ainda não conhece o Café Irlanda, o site é http://www.cafeirlanda.com.br/.

Quanto ao rapaz#4 que me remeteu algo, ao rever as fotos o associei à um Leprechaun (típico duende irlandês que guarda o pote de ouro no fim do arco-íris), vai ver é a simbiose com a música... (risos)

Devido ao grande número de pessoas que ficaram confusas, aí vai a legenda - que, diga-se de passagem, já deveria ter sido postada:

Rapaz#1 - Caio Gregory
Rapaz#2 - Rique Meirelles
Rapaz#3 - Davi Paladinni
Rapaz#4 - Daniel Sinivirta
Rapaz#5 - Kevin Shortall
Sapateadora - Paula Sabbatino