terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tudo é uma questão de Educação

Meu pai é um sujeito extremamente popular, embora não seja famoso. E já virou uma situação comum estarmos no shopping, no mercado ou atravessando a rua quando uma pessoa o aborda com saudações e dizem estar feliz em revê-lo.
Meus pais foram ao Alto da Boa Vista neste sábado. Enquanto subiam, um senhor passou de carro e os olhou (mas era só um motorista)... Resolveram almoçar quando, de repente, o cara do carro os abordou acompanhado de sua esposa:

-Rapaz, quanto tempo! Você tá sumido! Como vai?

Meu pai: - Vou bem! E Você?

- Poxa, que legal te reencontrar. Querida, esse é aquele sujeito que te falei, que trabalhou lá comigo. E essa é a esposa dele. Como vai?

Minha mãe: - Vou bem também. Essa é a sua esposa?

- É! Que legal te ver por aqui. Faz muito tempo.

Meu pai: - Pois é, Bicho, acontece.

- Poxa, adorei rever vocês! Bom almoço aí! Tchau.

O casal deu meia-volta e foi embora.

Minha mãe: - Waldney, quem é esse cara?

- Eu sei lá!

Há uns seis ou sete anos atrás, estávamos meus pais, irmão e eu na Lagoa, curtindo um fim de semana de sol, quando um policial se aproximou e abraçou meu pai:

- Pô, cara, como você tá? Tu anda sumido...

Meu pai: - Ih, sumido tá você!

- Hahaha! Sempre brincalhão. Sua esposa? Seus filhos?

- É...

- Tudo bem? (cumprimentou todos nós) Pô, maneiro te ver. Vou nessa, agora. Valeu, hein!

- Vê se não some mais, hein, malandro!

Minha mãe: - De onde tu conhece esse cara, Waldney?

- Eu sei lá!

Essas histórias são as que mais me motivam a saudar alguém no elevador. Um sorridente "Bom dia" pode mudar o humor de alguém que esteja deprimido, ou sonolento. Já perceberam como o riso é contagioso? Não custa nada cumprimentar as pessoas que farão parte do seu dia-a-dia, ou aquelas que veem em você um amigo que há muito não encontra. É tudo uma questão de educação.

Um comentário:

  1. O Waldeco não é mole não.
    O DNA engraçado da família se faze presente em todos so momentos.

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