Fui ao supermercado esta manhã comprar dois litros de água mineral e percebi que estava bem movimentado, então tratei logo de buscar o que precisava para não enfrentar grandes filas, mas não fui bem sucedida como pensei que seria - ainda.
Entrei na fila de caixas que atendem clientes com até 15 unidades e, como sempre, nessa fila tem muito idoso - como se não bastassem as filas preferenciais, eles também querem dominar o mundo - e eu acho que a mulher que operava o caixa entrou no ritmo de tal maneira que por alguns segundos ela esquecia em que conta estava... sério!
Depois de longos 27minutos, chegou a minha vez. Atenta com o valor das compras, percebi alguém se aproximar e separar os sacos plásticos, mas não olhei. Separei o dinheiro, paguei, pus as duas garrafas dentro do saco que "alguém" segurava e, finalmente, olhei para a pessoa para agradecer... (!!!)
Não sei se minha expressão se refletiu nos olhos daquele rapaz, ou se a vermelhidão nas bochechas dele se espalhou no meu rosto, mas fui ágil:
- Eu sei que estas sacolas não eram para mim, mas mesmo assim obrigada por ter furado a fila.
Pegue as sacolas e fui embora.
Isso me fez lembrar duas outras situações que presenciei. Uma vez estava chegando à faculdade, e tinha um homem muito apressado dentro do ônibus querendo passar a frente de todos para saltar primeiro, pisando nos pés das pessoas mais próximas da porta. Eu não entendo essas pessoas, parece que entram em pânico, sei lá, vai ver elas pensam que a porta vai fechar quando elas tentarem sair. Enfim, quando a porta abriu, o cara levou um tombo a ponto de se ralar e ninguém ajudou, ou seja, o tempo fez ele voltar, mostrou que não adiantaria correr. Algo parecido foi quando eu saia do trabalho com meu pai (Speed Racer), mania de ir pelo acostamento, de costurar no engarrafamento. Nesse dia ele usou o acostamento e no pedaço crítico de acesso à Linha Amarela haviam cones interditando a passagem, ou seja ele gastou o dobro do tempo para sair de onde tinha se metido.
Moral da história: Não tente se dar bem quando você está compartilhando a mesma situação com outras pessoas, porque, de um jeito ou de outro, você vai acabar voltando para o mesmo lugar. Como diz o ditado: "Malandro morre na mão de malandro".
Nossa no final do post, na "moral da história" me vi em algumas situações bem parecidas com a do teu pai!!! hahahahahahahahaha
ResponderExcluir"Malandro demais se atrapalha"
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