Cascadura, 11:30 da manhã de uma segunda-feira qualquer. Irene não se sentia muito disposta naquele dia, mas os deveres do lar são sempre importantes, então ela lavou o rosto, pegou a pequena bolsa com o dinheiro contado e seus documentos e saiu. Chegou ao supermercado sem perceber, pois, segundo ela, suas pernas estavam no "piloto automático", fez as compras para o almoço daquele dia, entre as mercadorias estavam dois quilos de batata. Levou o carrinho de compras ao caixa e, depois de ensaca-las, pagou.
Ao sair do local, observou um rapaz analisando suas compras, mas fingiu não ver e continuou andando, ignorando sua intuição. Eis que 100 metros à frente o rapaz fez uma abordagem...
- Passa a bolsa!
Irene parou, olhou lentamente para o rapaz, se sentia incapaz de raciocinar.
- Você quer a bolsa?
POW!!!!
As pessoas pararam o que faziam, uns riam, outros diziam "bem feito". Até que um guarda se aproximou.
- O que aconteceu?
Irene levantou os braços.
-Se quiser me levar, tudo bem.
- Calma, minha senhora, só quero saber o que houve.
-Esse rapaz quis me assaltar, pediu a bolsa, então eu dei.
-Não entendi, a senhora deu a bolsa e ele desmaiou?
- Dei a bolsa de dois quilos de batata na cara dele!
O guarda algemou o rapaz semi-consciente no chão e o levou. Irene continuou seu caminho sem saber distinguir o que era verdade e o que era imaginação.
Os cascadurenses nunca tiveram tanto entretenimento assim!
Esse fato me fez lembrar outro que vi num noticiário. Um senhor estava num ônibus falando sobre a época em que serviu na guerra e que havia matado negros. Um cidadão negro que ouvia a história se ofendeu e pediu para o "velho" descer do ônibus. Para não discutir aquele senhor foi para o banco da frente, mas o cidadão continuou insultando. Então ele disse: "você está procurando encrenca, vai acabar machucado". O cara levantou, foi até o "velho" e deu um tapa em seu rosto. Para quê? O "velho" e também ex-boxeador arrematou ele na porrada.
Como diz o ditado: "Não mexe com o que está quieto"