terça-feira, 20 de julho de 2010

Vai 2Kg de batata?

Cascadura, 11:30 da manhã de uma segunda-feira qualquer. Irene não se sentia muito disposta naquele dia, mas os deveres do lar são sempre importantes, então ela lavou o rosto, pegou a pequena bolsa com o dinheiro contado e seus documentos e saiu.
Chegou ao supermercado sem perceber, pois, segundo ela, suas pernas estavam no "piloto automático", fez as compras para o almoço daquele dia, entre as mercadorias estavam dois quilos de batata. Levou o carrinho de compras ao caixa e, depois de ensaca-las, pagou.
Ao sair do local, observou um rapaz analisando suas compras, mas fingiu não ver e continuou andando, ignorando sua intuição. Eis que 100 metros à frente o rapaz fez uma abordagem...

- Passa a bolsa!

Irene parou, olhou lentamente para o rapaz, se sentia incapaz de raciocinar.

- Você quer a bolsa?

POW!!!!

As pessoas pararam o que faziam, uns riam, outros diziam "bem feito". Até que um guarda se aproximou.

- O que aconteceu?

Irene levantou os braços.

-Se quiser me levar, tudo bem.

- Calma, minha senhora, só quero saber o que houve.

-Esse rapaz quis me assaltar, pediu a bolsa, então eu dei.

-Não entendi, a senhora deu a bolsa e ele desmaiou?

- Dei a bolsa de dois quilos de batata na cara dele!

O guarda algemou o rapaz semi-consciente no chão e o levou. Irene continuou seu caminho sem saber distinguir o que era verdade e o que era imaginação.
Os cascadurenses nunca tiveram tanto entretenimento assim!
Esse fato me fez lembrar outro que vi num noticiário. Um senhor estava num ônibus falando sobre a época em que serviu na guerra e que havia matado negros. Um cidadão negro que ouvia a história se ofendeu e pediu para o "velho" descer do ônibus. Para não discutir aquele senhor foi para o banco da frente, mas o cidadão continuou insultando. Então ele disse: "você está procurando encrenca, vai acabar machucado". O cara levantou, foi até o "velho" e deu um tapa em seu rosto. Para quê? O "velho" e também ex-boxeador arrematou ele na porrada.





Como diz o ditado: "Não mexe com o que está quieto"

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Lei de Murphy

Fui ao supermercado esta manhã comprar dois litros de água mineral e percebi que estava bem movimentado, então tratei logo de buscar o que precisava para não enfrentar grandes filas, mas não fui bem sucedida como pensei que seria - ainda.
Entrei na fila de caixas que atendem clientes com até 15 unidades e, como sempre, nessa fila tem muito idoso - como se não bastassem as filas preferenciais, eles também querem dominar o mundo - e eu acho que a mulher que operava o caixa entrou no ritmo de tal maneira que por alguns segundos ela esquecia em que conta estava... sério!
Depois de longos 27minutos, chegou a minha vez. Atenta com o valor das compras, percebi alguém se aproximar e separar os sacos plásticos, mas não olhei. Separei o dinheiro, paguei, pus as duas garrafas dentro do saco que "alguém" segurava e, finalmente, olhei para a pessoa para agradecer... (!!!)
Não sei se minha expressão se refletiu nos olhos daquele rapaz, ou se a vermelhidão nas bochechas dele se espalhou no meu rosto, mas fui ágil:
- Eu sei que estas sacolas não eram para mim, mas mesmo assim obrigada por ter furado a fila.
Pegue as sacolas e fui embora.
Isso me fez lembrar duas outras situações que presenciei. Uma vez estava chegando à faculdade, e tinha um homem muito apressado dentro do ônibus querendo passar a frente de todos para saltar primeiro, pisando nos pés das pessoas mais próximas da porta. Eu não entendo essas pessoas, parece que entram em pânico, sei lá, vai ver elas pensam que a porta vai fechar quando elas tentarem sair. Enfim, quando a porta abriu, o cara levou um tombo a ponto de se ralar e ninguém ajudou, ou seja, o tempo fez ele voltar, mostrou que não adiantaria correr. Algo parecido foi quando eu saia do trabalho com meu pai (Speed Racer), mania de ir pelo acostamento, de costurar no engarrafamento. Nesse dia ele usou o acostamento e no pedaço crítico de acesso à Linha Amarela haviam cones interditando a passagem, ou seja ele gastou o dobro do tempo para sair de onde tinha se metido.
Moral da história: Não tente se dar bem quando você está compartilhando a mesma situação com outras pessoas, porque, de um jeito ou de outro, você vai acabar voltando para o mesmo lugar. Como diz o ditado: "Malandro morre na mão de malandro".